sábado, 24 de outubro de 2009

A cadeia de suprimentos econômica

A cadeia de suprimentos econômica
Como reduzir o consumo de energia e a emissão de carbono nas etapas de compra, produção e distribuição.


Peter Parry, Joseph Martha e Georgina Grenon*

Com a crescente preocupação em torno dos preços dos combustíveis, do acesso à energia disponível a longo prazo e da mudança climática, a atenção das empresas está se voltando finalmente para um segmento que oferece grandes possibilidades de economia de energia: a cadeia de suprimentos industrial. Em termos simples, a cadeia de suprimentos consiste em uma rede de produção e de distribuição que compreende as atividades de compra, fabricação, transporte, comercialização, distribuição, consumo e venda de bens — da mina de metais ao latão de lixo.

São quatro os fatores básicos que levam as empresas a se interessarem pela cadeia de suprimentos econômica. Em primeiro lugar, há o desejo de cortar custos com energia. Segundo, existe uma preocupação com a regulamentação — seja por meio de alvarás de comercialização, cláusulas obrigatórias, seja por quaisquer outros meios —, uma vez que os governos pressionarão cada vez mais as empresas para que limitem o volume de carbono emitido. Terceiro, um segmento crescente de clientes demonstra simpatia por empresas que apresentam dados confiáveis de redução do impacto do carbono. O quarto fator é a produtividade: os mecanismos de economia postos em funcionamento por empresas como o Wal-Mart ou a Tesco para reduzir as emissões podem reduzir também outros custos e melhorar o desempenho de suas operações.

Leia a matéria completa em: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG78762-8373-6,00.html

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Case: Os marmiteiros da Índia


Em pleno século XXI é difícil imaginar uma estrutura de logística sem o uso dos computadores, para gerenciar, analisar e assim diminuir custos, melhorar os serviços entre vários outras atitudes que podem ser tomadas com o advento da computação. Parece impossível mas não é, em Bombaim, a maior cidade da Índia, uma “cooperativa” de 5 000 homens executam um serviço de entrega de cerca de 200 000 marmitas no centro comercial da cidade. Um detalhe: as marmitas são retiradas na casa no cliente e entregue no escritório onde trabalha. Tudo isso com o auxílio de bicicletas, carrinhos de mão ou caixas de madeira, enfrentado o trânsito caótico da cidade.




O interessante é que os dabbawalas - “carregadores de marmitas”, em hindi – executam a tarefa reversa, ou seja, retornam com as marmitas às casas dos clientes.

Pegar as marmitas na casa do cliente;
Atravessar a cidade, em um trânsito medonho;
Entregar a marmita, quente e na hora exata do almoço.

Os dabbawalas executam toda esta logística, com índice de falhas próximo de zero, segundo estimado pela revista The Economist na ordem de um erro a cada 16 milhões de entregas. A eficácia dos serviços dos marmiteiros é tamanha, que hoje, o sistema usado por eles é ensinado aos alunos da melhor escola de negócios do mundo, nada menos que Harvard.

Além da logística impecável, o sistema de gestão dos dabbawalas é bastante moderno, a hierarquia é simples - há os entregadores; os coordenadores, que cuidam da distribuição das encomendas nos trens; e o pessoal do apoio administrativo, que fica no escritório - e focada no empowerment – onde é delegado o poder de decisão e soluções de problemas sem a necessidade de se consultar um superior.

Os marmiteiros da Índia, provam que não é necessário rios de dinheiro, centenas de diplomas e supercomputadores para que se tenha sucesso em um empreendimento. Pelo contrário, para se ter sucesso, basta ter uma boa idéia, um mercado que ira consumir sua idéia e gente competente para executar o trabalho.

Qual tema será foco principal do Profissional SCM no futuro próximo?

Qual tema será foco principal do Profissional SCM no futuro próximo?
  • Otimização da Cadeia de Suprimentos
  • Colaboração entre Empresas / Mudanças Culturais
  • Novas Estratégias e Canais de Distribuição
  • Otimização de fluxos logísticos / Localização
  • Otimização da Demanda / Fluxo dos Pedidos
  • Planos Estratégicos de Investimento
  • Gestão de Custos e Indicadores
  • Reestudos de Layout e Operações Logísticas
  • Integração B2B / Melhora do relacionamento EDI
  • Terceirização e melhora da performance e KPI´s
  • Aplicação de Novas tecnologias
  • Planejamento, Operação e Controle

Obs: 24,68% dos profissionais da áreade de SCM acreditam que o tema fioco será a otimização da cadeia de suprimentos, o que você acha? Comente aqui no Blog e descubra como agregar valor à sua empresa e ser promovido em menos tempo.
 

 

 

Evento: Simpósio sobre Supply & Demand Chain

Para os profissionais do futuro que precisam compreender a importancia da gestão da cadeia de suprimentos, aproveitem e compareçam no Simpósio sobre Supply & Demand Chain.









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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Colaboração entre parceiros

Colaboração entre parceiros


Em busca de uma visão de conjunto


Colaboração é uma palavra-chave no processo de Supply Chain Management. Mas, para alcançar esta colaboração, é crucial que as empresas saibam escolher os parceiros com os quais esperam atingir o
sucesso nos negócios. Esta abordagem exige mudanças profundas nas práticas de negócios. Philip Kotler, um dos maiores especialistas mundiais em marketing, e-marketing e e-commerce, diz que o sucesso de uma empresa depende não mais do grau de excelência com que cada departamento
 desempenha seu trabalho.

Depende também do grau de excelência da coordenação das diversas atividades departamentais. Nota-se, com freqüência, que os departamentos das empresas agem para maximizar seus lucros. Não os lucros da empresa ou o lucro dos clientes. É preciso, portanto, quebrar as barreiras organizacionais resultantes dessa prática de gerenciamento por departamentos e alcançar
 uma visão do conjunto, com ênfase na gestão dos processos centrais do negócio.

No passado, esses objetivos eram difíceis de alcançar em virtude das limitações tecnológicas. Com as
mais recentes tecnologias para Internet, a colaboração ficou mais fácil. A Web diminuiu o tempo e o
espaço entre as empresas, facilitando a regra de transformar o estoque em informação na cadeia de
suprimentos das corporações. As informações podem ser acessadas a partir de qualquer PC, ou outro
dispositivo que possua um web browser padrão. Quer dizer, uma informação pode atingir
imediatamente qualquer pessoa da organização - funcionário, fornecedor, cliente ou parceiro.

Com isso, as empresas passaram a formar parcerias com fornecedores e distribuidores para criar uma
cadeia de suprimentos ainda mais dinâmica, enxuta, e obter vantagens competitivas. Um grande
fabricante de equipamentos eletrônicos, por exemplo, pode integrar seu sistema de estoque a um ou
dois fornecedores. Estes fornecedores, acompanhando constantemente o nível de estoque do
fabricante e recebendo deste também as previsões de demanda, podem fazer planos de longo prazo
para o fornecimento de componentes e negociação de preços. Chega-se assim a um cenário em que
colaboradores internos e externos atuam em um ambiente único para obter mais competitividade.

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Case: Banho de Tecnologia - REVISTA EXAME

Banho de tecnologia - 12.07.2007 (REVISTA EXAME)


O exemplo da Morana mostra como fazer um diagnóstico para escolher as ferramentas que auxiliam a tomar decisões estratégicas numa pequena ou média empresa

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Por Luciana Barreto



EXAME

Como identificar quais são os principais problemas com tecnologia em uma pequena ou média empresa? Como escolher, em meio a tantas ferramentas, aquelas que ajudam a expansão dos negócios? As respostas dependem de um diagnóstico correto. Para isso, EXAME PME convidou a consultoria E-Consulting para mostrar como se faz esse tipo de levantamento. A empresa usada como exemplo foi a Morana, rede paulista de franquias que vende acessórios femininos, com faturamento estimado em 45 milhões de reais por ano. Para sustentar um crescimento anual em torno de 30%, o empresário Jae Ho Lee, sócio da Morana, definiu três prioridades: aperfeiçoar a logística, melhorar o relacionamento com os franqueados e fortalecer a marca. A E-Consulting recomendou as ferramentas que podem ajudar a cumprir essas metas. Veja o diagnóstico:



Logística

Parte do sucesso da Morana depende da maneira como ela lida com suas operações de logística. Tanto a falta como a sobra de produtos nas lojas implicam perda de dinheiro. De um lado, a ausência das mercadorias procuradas empurra os clientes para a concorrência. De outro, prateleiras entulhadas de acessórios com pouca saída aumentam o custo com estoque e paralisam o capital. Além do desafio de manter, em suas franquias, um estoque enxuto e ao mesmo tempo completo, a Morana tem outro nó relacionado a logística. Como a empresa funciona em 16 estados brasileiros e deve, ainda neste ano, expandir seus negócios para Porto, Los Angeles e Nova York, precisa oferecer produtos adequados ao público de cada local. "Nossos produtos devem atender ao gosto das consumidoras em vez de ser uma decorrência do que os fornecedores nos colocam à disposição", diz Jae Ho Lee, sócio da Morana. "Para isso, precisamos planejar os pedidos com maior antecedência."

Tecnologias recomendadas

Para ajudar a orquestrar de forma mais eficiente a distribuição e a logística, Rodrigo Keese, sócio da E-Consulting, sugeriu como solução tecnológica o Supply Chain Management, um software que permite sincronizar, em tempo real, estoques localizados em diferentes lugares. Por meio dessa ferramenta, todos os elos de uma cadeia produtiva -- no caso da Morana, formada pela franqueadora, pelas lojas e pelos fornecedores -- conseguem visualizar os tipos de produto disponíveis em diferentes filiais, monitorar as vendas, ter informações sobre a duração das entregas e automatizar os pedidos de compra.

A Morana já implementou parte desse sistema, mas, por enquanto, o software é utilizado somente para acompanhar a entrada e a saída de todos os produtos nas lojas. É um avanço, mas também seria útil usá-lo para automatizar compras e permutas entre a rede de franqueados. Por enquanto, o Supply Chain é alimentado somente com os dados dos franqueados -- os fornecedores ainda não estão integrados ao sistema.

Benefícios esperados

"O uso do Supply Chain pela Morana pode ser ampliado", diz Keese. Se os dados sobre os fornecedores também fossem lançados no software, os donos das lojas poderiam entrar em contato diretamente com os fabricantes autorizados para comprar seus colares, brincos e anéis sem a intermediação da matriz. Também não precisariam de um funcionário para fazer pedidos por telefone. Essa seria uma tarefa automática. Em tese, um franqueado poderia, por exemplo, programar seu sistema para fazer uma compra de colares sempre que houvesse um limite mínimo de peças como aquela em estoque. Assim, um novo lote de mercadorias chegaria antes que algo acabasse.

Um dos benefícios esperados com o software é que as lojas teriam uma postura mais ativa na hora de comprar mercadorias. Em vez de o fornecedor apresentar seus produtos às franquias, como é hoje, cada loja solicitaria colares, brincos e acessórios seguindo a demanda de suas clientes. Por fim, os dados compilados pelo Supply Chain permitiriam que a Morana traçasse perfis de consumo por região. "Ficaria mais fácil entender o gosto do público com todas essas informações reunidas em um único sistema", diz Keese.

Investimento estimado - 250 000 reais

Como se faz um diagnóstico de tecnologia

Veja, com o exemplo da Morana, quais são as principais etapas para a análise das necessidades tecnológicas de uma pequena ou média empresa

1a etapa

Detecção dos problemas

O empreendedor deve fazer uma lista de seus principais problemas, com perguntas como: “Se o sistema travar por menos de 10 minutos, a empresa perde dinheiro?” Com as respostas, é mais fácil identificar quais são os entraves mais sérios.

2a etapa

Compreensão da estratégia

O empreendedor identifica quais são as principais metas estratégicas da empresa. Depois avalia quais tecnologias e ferramentas podem ser úteis para atingir mais rapidamente as metas de crescimento ou de reestruturação do negócio.

3a etapa

Identificação das tecnologias

Depois do levantamento das ferramentas disponíveis no mercado, o empresário define, de acordo com seu orçamento, quais as prioridades tecnológicas. Elas devem ser úteis às estratégias sem criar os problemas identificados na primeira etapa.



Atendimento ao franqueado

Como é inerente ao franchising, o principal negócio da Morana é vender, a seus franqueados, o conhecimento de um modelo de negócios. Treinamento, portanto, é um ponto estratégico para a rede. "Estamos sempre procurando formas de aperfeiçoar a formação de nossos empreendedores", diz Lee. Além de preparar os franqueados, a empresa precisa mantê-los permanentemente satisfeitos, pois eles são os grandes responsáveis pela expansão da marca. Para conservar a motivação dos recrutas de sua rede, a Morana tem de, constantemente, promover condições para o aumento da rentabilidade das lojas e oferecer serviços que criem maior valor no negócio dos empreendedores. "No nosso caso, cultivar a satisfação do franqueado é estratégico", diz Lee.

Tecnologias recomendadas

Para auxiliar no relacionamento com franqueados, Keese indicou como solução tecnológica o aperfeiçoamento da intranet, uma espécie de rede interna pela qual é possível compartilhar informações. Outra ferramenta sugerida por Keese para melhorar o relacionamento com as franquias é um webcallcenter -- centro de atendimento que, em vez de funcionar por telefone, é operado por meio de um programa de mensagens instantâneas, como um MSN corporativo.

Benefícios esperados

A empresa pode partir da própria rede, em que disponibiliza notícias, lançamentos de produtos, manuais de melhores práticas, documentos e prestações de contas. "A Morana poderia acrescentar uma emissora de televisão corporativa à sua intranet", diz Keese. "Essa ferramenta permitiria a realização de cursos a distância para os franqueados." O webcallcenter foi recomendado para dar agilidade ao relacionamento com os franqueados. "Utilizando esse programa, um funcionário pode atender, simultaneamente, até quatro pessoas", diz Keese. "Ganha-se tempo, além de diminuir os custos do franqueado com contatos telefônicos intermináveis."

Investimento estimado - 150 000 reais



Fortalecimento da marca

Um pilar estratégico para a expansão da Morana é tornar sua marca mais forte e conhecida. A consolidação da imagem tende a melhorar a percepção das consumidoras a respeito do produto final, facilitar a negociação de novas franquias e aumentar o valor da empresa. "Com um bom posicionamento na web, é possível tornar a marca conhecida em locais aonde a rede nem sequer chegou", diz Keese. Sem fazer vendas pela internet, atualmente a Morana tem muito trabalho pela frente nesse quesito. "É muito difícil que os consumidores comprem nossos acessórios sem que antes possam vê-los, tocá-los", diz Lee.

Tecnologias recomendadas

A E-Consulting sugeriu a elaboração de um site com sistema de comércio eletrônico e com soluções gráficas que reduzam a sensação de que as compras estão sendo feitas às cegas. Um recurso visual possível é uma programação de web que permita que o usuário gire a imagem dos acessórios para visualizá-los em ângulos diferentes. Keese aponta ainda uma ferramenta que pode ser útil na elaboração de campanhas de marketing digital -- um software para gestão de banco de dados. A empresa pode determinar critérios para a triagem do público-alvo de uma campanha. Se a Morana quiser fazer o lançamento de uma loja e decidir convidar todas as clientes de um determinado bairro, basta jogar os critérios que o programa seleciona os nomes enquadrados na regra.

Benefícios esperados

"Oferecer ao usuário uma experiência interativa é uma forma de fortalecer a marca", diz Keese. Um site bem-feito pode se tornar um ponto-de-venda apto a abarcar regiões aonde a rede ainda não chegou. Como a internet também permite a inserção de formulários de cadastro, seria possível conhecer melhor mais clientes.

Com um software que faça a triagem de consumidores, a Morana poderia alcançar apenas o público que lhe interessa. Por um lado, não incomodaria, com e-mails inconvenientes, clientes que não tivessem nada a ver com o aviso. Por outro lado, se a seleção for bem-feita, as clientes alcançadas com a campanha sentiriam que a empresa entende suas demandas. "Esse software ajuda a empresa a canalizar a informação para quem pode realmente se interessar por ela", diz Keese.

Investimento estimado - 50 000 reais