A cadeia de suprimentos econômicaComo reduzir o consumo de energia e a emissão de carbono nas etapas de compra, produção e distribuição.
Peter Parry, Joseph Martha e Georgina Grenon*
Com a crescente preocupação em torno dos preços dos combustíveis, do acesso à energia disponível a longo prazo e da mudança climática, a atenção das empresas está se voltando finalmente para um segmento que oferece grandes possibilidades de economia de energia: a cadeia de suprimentos industrial. Em termos simples, a cadeia de suprimentos consiste em uma rede de produção e de distribuição que compreende as atividades de compra, fabricação, transporte, comercialização, distribuição, consumo e venda de bens — da mina de metais ao latão de lixo.
São quatro os fatores básicos que levam as empresas a se interessarem pela cadeia de suprimentos econômica. Em primeiro lugar, há o desejo de cortar custos com energia. Segundo, existe uma preocupação com a regulamentação — seja por meio de alvarás de comercialização, cláusulas obrigatórias, seja por quaisquer outros meios —, uma vez que os governos pressionarão cada vez mais as empresas para que limitem o volume de carbono emitido. Terceiro, um segmento crescente de clientes demonstra simpatia por empresas que apresentam dados confiáveis de redução do impacto do carbono. O quarto fator é a produtividade: os mecanismos de economia postos em funcionamento por empresas como o Wal-Mart ou a Tesco para reduzir as emissões podem reduzir também outros custos e melhorar o desempenho de suas operações.
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